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Por uma sociedade inclusiva Devido a estes aspectos, tenho reforçada a convicção de que a pretendida reforma institucional envolve uma "reciclagem humana". Se o objetivo institucional é mesmo a inclusão social, isto significa que o compromisso de luta por uma sociedade inclusiva significa materializar em nossas práticas o convívio com a diversidade, sem discriminações. Portanto, parece urgente a experimentação institucional de novos valores, a partir do compromisso de transformar a si próprio. Contudo, "começar por casa" ou numa escala menor não nos parece ser uma tarefa mais simples, uma vez que a trajetória em curso já demonstrou que os mesmos estereótipos produtores da exclusão de pobres, negros, infratores, portadores de necessidades especiais, por exemplo, estão impregnados inclusive na militância. "A gente se discrimina entre si", afirmou certa vez um diretor de unidade, numa capacitação de gestores. Área de Abrigos x Área de Medidas Socioeducativas, Partidários x Funcionários, Corrente A x Corrente B, Utópicos x Realistas etc. Em síntese, preconceitos com as diferenças econômicas, políticas, culturais e até mesmo sexuais foram muitas vezes objeto de reflexão e até mesmo de atritos entre os integrantes das equipes. Apesar dos percalços, considero que a ética inclusiva não pode ficar à parte da pauta institucional, para o necessário desarmamento dos corações e busca de novas formas de convivência. Neste sentido, parece ser imprescindível um trabalho de alargamento psíquico de trabalhadores e militantes para que a pluralidade seja acolhida, uma vez que a complexidade da tarefa institucional na FEBEM exige a conjugação de esforços e o partilhamento. O estranho pacto de ressentimento OPINIÃO |