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APRESENTAÇÃO

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados elaborou o projeto das CARAVANAS NACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS com o objetivo de superar esta marca tão característica da atividade política brasileira que é a distância que separa os governantes dos concernidos por suas decisões. Estar presente nos locais onde as violações mais comuns aos direitos humanos são praticadas é um desafio permanente para aqueles que se dispõe a mudar a realidade brasileira. As Caravanas têm essa pretensão. Sabemos dos limites inerentes a iniciativas dessa natureza. As visitas que realizamos na I Caravana foram marcadas pela premência do tempo. Para que tivéssemos uma opinião mais abalizada, seria necessário ficar muito mais tempo em contato com os pacientes, técnicos e corpo diretivo de cada uma das instituições visitadas. Este alerta é importante para que as opiniões aqui exaradas sejam tomadas exatamente como aquilo que são, impressões iniciais derivadas de uma observação crítica e orientadas pelo compromisso de afirmação dos Direitos Humanos que nos apaixona.

O que este relatório oferece aos interessados é uma amostra da realidade manicomial brasileira. Ele não abrange todos os estados, nem temos a certeza de que as clínicas visitadas são representativas dos maiores problemas enfrentados em cada um dos estados visitados. O relatório, não obstante, apresenta uma situação que está a indicar a permanência de um modelo anacrônico de atenção à saúde mental no Brasil e, portanto, indica a necessidade de mudanças urgentes.

Este relatório é, também, uma resultante de uma tomada de posição em favor daqueles seres humanos com os quais nos avistamos ao longo de 12 dias e que permanecem esquecidos e abandonados atrás dos muros e das grades dos manicômios brasileiros. Muitos de nós, que participaram dessa Caravana, não esqueceremos seus olhares, suas súplicas, seus sorrisos, suas desarrazoadas esperanças, suas sínteses surpreendentes. Em uma instituição visitada, perguntamos a um paciente a quanto tempo ele estava internado e sua resposta pronta foi - " Há 600 anos" . Talvez, do ponto de vista daqueles submetidos a um sofrimento infinito, a própria idéia de tempo se confunda com a eternidade. É o que pretendemos contribuir para superar.

I - GOIÁS

II - AMAZONAS

III- PERNAMBUCO

IV - BAHIA

V - RIO DE JANEIRO

VI - MINAS GERAIS

VII- SÃO PAULO

RECOMENDAÇÕES

AGRADECIMENTOS

OPINIÃO

 

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