SEIOS

Estamos em pleno verão e penso que seria importante homenagear os bravos policiais militares do RJ que resolveram prender aquela pacata senhora que bronzeava seus seios na praia, na companhia de seu marido. Quem viu a cena da prisão pela TV deve ter ficado com uma sensação estranha: afinal, qual o crime cometido?  Os policiais nada

DÉJÀ VU

O texto “A noite de todos os horrores”, do jornalista Celito de Grandi, publicado em ZH do último domingo, reproduz os mesmos silêncios e preconceitos que caracterizaram a maior parte da cobertura da imprensa sobre o motim de 1994, no Presídio Central. Como membros da comissão formada para tratar da rebelião, afirmamos que o RS

SOBRE A HIPÓTESE REPRESSIVA

É preciso estar atento à legitimação das políticas ditas de “segurança pública” quando centradas naquilo que denomino “a hipótese repressiva”. Tais políticas produziram o extraordinário efeito de reduzir a idéia de segurança ao papel que podem desempenhar as polícias. Ao final do século, entretanto, apenas espíritos refratários à complexidade seriam capazes de sustentar esta redução.

VIDA DE CÃO

Maria Estela dos Santos tinha 15 anos e levava uma vida de cão. Morava com a mãe, o padrasto e seus oito irmãos em um barraco alugado no Pedregal, uma das regiões mais miseráveis de Goiás, fronteira com o Distrito Federal. Sem emprego e sem dinheiro para pagar o aluguel, sua mãe tomou a decisão

A MORTE DO POETA

Vivemos um mundo avesso à poesia. Nossos dias se prolongam imersos em um cotidiano habitado pelo absurdo e persistimos nele porque não há mesmo outro jeito. Com a poesia, avançamos para além deste tempo que nos foi legado e nos descobrimos. Pela construção poética, nos é oferecida essa possibilidade de um reencontro ao lado da

O HUMANO DIANTE DE NÓS

Este é o quarto “Relatório Azul” que editamos, o último sob a minha responsabilidade direta. Pela importância desta publicação, pelo reconhecimento público alcançado e por tudo aquilo que ela significa como um projeto em Direitos Humanos, imagino bastante bem que ela deverá ter seqüência nos próximos anos e que nossos sucessores na Comissão de Cidadania

“CHE”, (E) TERNAMENTE

Terminei, esses dias, a biografia de Ernesto Guevara de la Serna, o “Che”, escrita por Jon Lee Anderson (Editora Objetiva, 1997). Trata-se de uma obra magistral. Em suas mais de 900 páginas, Anderson reconstitui a vida de Guevara, do seu nascimento na cidade argentina de Rosário em 14 de maio de 1928, até sua morte

O DESAFIO DO ENCONTRO

Há cerca de dois anos, fui convidado para um painel, em Porto Alegre, que debateu questões atinentes à cidadania e à saúde mental. Um dos painelistas com quem pude dividir a mesa era o psicólogo argentino Alfredo Moffat. Em sua intervenção, ele contou uma experiência que havia tido logo no início de suas atividades profissionais.

SHINE

Não se trata do cinema, mas da vida. Não faço ideia quantos entre os estimados leitores já tiveram a oportunidade de assistir ao filme Shine. Em nome dos que ainda não puderam assistir, então, escrevo este texto, na viva esperança que o assistam. Não estamos, tão somente, a falar de um dos melhores filmes dos