AO VENCEDOR, OS PANETONES

I – O livro de Ori e Rom Brafmam, “A Força do Absurdo” (Objetiva, 228p.) me permitiu conhecer o professor do curso de Administração em Harvard Max Bazernan. Ele inventou um jogo muito simples para demonstrar a irracionalidade de determinados comportamentos. No primeiro dia de aula, balançando uma nota de 20 dólares, ele propõe aos...

PALAVRA E DEMOCRACIA

Em um sentido aristotélico, “retórica” era a virtude da persuasão. Uma capacidade essencial para a democracia ateniense, onde as decisões dependiam do encantamento produzido pelo discurso. Platão se tornou um crítico da retórica, porque a identificou com a manipulação da verdade pelos sofistas; mas nunca a abandonou, chegando a sonhar com uma arte da argumentação...

PELO BOM DEBATE

A administração pública no Brasil se fragiliza por muitas razões. A primeira delas é a corrupção endêmica – um fenômeno que, a par de todas as denúncias, segue subestimado. A segunda, é a colonização do Estado pelos partidos; processo que torna a idéia de “interesse público” uma miragem e dissemina a incompetência. Pode-se acrescentar muitas...

DEMOCRACIA E REPÚBLICA DOS DEMÔNIOS

A democracia não é óbvia. Há que pense, por exemplo, que ela é o regime que consagra a vontade da maioria. Triste e perigoso engano. Uma República dos Demônios, diria Kant, seria então “democrática”. Não. A democracia é o regime orientado pela vontade da maioria e que respeita os direitos da minoria. Por isso, há...

Covardia

A covardia tem mil formas, mas é sempre anônima. Ela não se assume, não oferece endereço ou telefone e precisa das sombras para se realizar como maldade. A covardia gosta de andar travestida de indignação e escolhe como alvos aqueles que não podem se defender. A arma preferida dos covardes é a mentira. Não qualquer...